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segunda-feira, setembro 21, 2009

Disney africano



E foi mais uma "bola fora" da mídia em Moçambique:
A índico, revista de bordo da LAM, (Linhas Aéreas de Moçambique), lançou uma matéria em tom de desafio: Quem sabe onde fica este embondeiro? Na maéria fotos de uma extrangeria relata o descobrimento de um embondeiro (baobá) fantástico: completamente esculpido com imagens da fauna africana. No final a matéria deixava em aberto o contacto apra que soubesse onde estava tal maravinha Moçambicana...

Bom acharam a árvore... um pouco longe... ela é o ponto central do parque Animal Kingdon da Disney...

Meus parabéns ao editor chefe da resvista Índico!

site da índico
site de turismo...


para quem tiver dúvidas vai ai o mapa....é só pegar um voo da LAM e ir para lá....

terça-feira, junho 30, 2009

Fim de semana Longo!

É como chamam um feriado prolongado por aqui.

Se para os moçambicanos foi uma festa este último 25 de Junho (Dia da Independência), para nós a festa não foi menor. Dia 24, às 10 horas chegaram em Maputo a mãe e o irmão da Táta! Ficar com a família é sempre bom e para comemorar a chegada deles, resolvemos viajar por Moçambique. Segue a nossa rota!





Talvez tenhamos exagerado um pouco, pois eles tinham enfrentado 10 horas de voo do Brasil até aqui. E ao chegarem, iniciamos uma viagem de sete horas, até Tofo, depois mais cinco até Vilanculos.

Tofo: Praia dos Tubarões Baleia, das arraias e golfinhos. Infelizmente não pudemos ir para o mar, pois o clima estava ruim, muito vento, mas ficamos com a vista paradisíaca da praia! Encontramos alguns amigos que lá estavam fazendo o curso de mergulho. Com certeza, belas histórias no blog
Alunagem!


Praia de Tofo

Assim que se vende caju por aqui...

Tubarão Baleia, um dos maiores animais da terra, infelizmente ficou só na foto da parede he he


Partimos no dia seguinte para Vilanculos, cenário paradisíaco. A aldeia é a ligação mais próxima do famoso arquipélago de Bazaruto, as Ilhas Benguerra, Magaruque e Santa Carolina. Excelentes locais para mergulho e Snorkeling.

Chegando lá ficamos em um Guest House indicado pelo nosso amigo R. Um lugar fantástico, tranquilo, bem em frente ao mar, onde fomos muito bem acolhidos. Na mesma noite, já marcamos o passeio do dia seguinte: visitar alguma das ilhas.

O destino foi a Ilha de Benguerra. Infelizmente, a melhor parte da Ilha não pudemos tirar fotos, mas fazendo snorkeling pudemos ver de tudo; cardume de peixes, peixe papagaio, Peixe-leão e muitos outros que não saberia dizer o nome. A segunda vez que entramos no mar, fomos cercados por águas – vivas e acabamos tendo que sair do mar para não termos problemas.


Terra à vista!

Lost!


Detalhes da ilha...

Parede de areia esculpida pelo vento!



O barco que fomos e a água do mar...

Almoçamos na própria ilha, peixe fresquinho. Tudo preparado pelos nossos guias, ali dentro do barco.

A volta, foi com energia renovável: voltamos com a força do vento "levanta a vela e desliga o motor!"

No dia seguinte, estrada por 12 horas! Mas claro, fizemos paradas estratégicas para algumas comprinhas e visitas.


Artesanato e Piri Piri


Coco e Mexirica (tangerina)


Capulanas


Os Embondeiros (Baobás)

Esta é a imagem da estrada ao pôr-do-sol!

"Coisinhas" para se pensar:
1 - Em todos estes lugares praticamente só se fala inglês. São muitos os Sul-africanos nas regiões turísticas de Moçambique.
2 - Preciso viajar mais por Moçambique
3 - Preciso fazer o curso de Mergulho
4 - Preciso de dinheiro para tudo isso!


sexta-feira, março 27, 2009

Mercado do Peixe

Já havia citado anteriormente sobre o Mercado do Peixe, mas não havia escrito um post a respeito. Estava devendo!

Quem vier para Maputo, tem que passar por esse Mercado. Sem dúvida nenhuma é uma experiência para lá de Africana!

O mercado do peixe está localizado na baixa da cidade, na direção do bairro da Costa do Sol. Trata-se de um centro comercial na verdade. Do lado de fora se vende de tudo; amendoins, relógios Rolex, carteiras, e mais o que você quiser e puder imaginar.

Rua na frente do Mercado, sempre intransitável. A entrada fica na porta à esquerda, exactamente no muro vermelho.

Atrás desse muro encontramos uma feira a céu aberto, especializada em peixes e frutos do mar! Peixes enormes dividem espaço com lagostas, lulas e camarões, de muitos tipos e espécies. Tudo a mostra e ao alcance das mãos, todos pegam e manuseiam. Em mesas de madeira, sem refrigeração ou qualquer outra tecnologia de conservação, os produtos esperam para serem comprados. Ao contrário do que se pense o cheiro é muito bom, sim é cheiro de peixe, mas fresco! Tudo que está à venda saiu do mar a alguns minutos, é comum ver peixes ainda vivos.

Praça central
A compra é sempre seguida de um longo debate pelo preço, realmente uma luta. Lembram-se das imagens da bolsa de valores de São Paulo, antes do pregão ser eletrónico? Um comprador ao meio e um monte de gente gritando e oferecendo produtos a preços diferentes.
É ideal ter uma noção dos preços; caso contrário acaba-se pagando o dobro do valor.
Eu já comi de tudo, os famosos camarões tigres; camarões listrados, parecidos com a pele de um tigre, e muito grandes. Cinco unidades pesam cerca de um kilo; isto é 200 gramas cada. As lulas são vendidas inteiras, para mostrar que estão frescas e as "mamás" apertam até a "tinta" preta da lula sair. Há também os caranguejo que pesam em média 600 gramas. Sempre tentamos comprar as fêmeas, que segundo os moçambicanos a carne é mais saborosa.
Peixes e o vermelhão lá no meio

E claro temos os peixes, eu particularmente gosto muito do vermelhão, um peixe comum por aqui e que é realmente vermelho, vermelho sangue!

Após as compras, vamos para a segunda parte do passeio. Atrás da feira, seguindo um longo corredor de areia, existem inúmeros restaurantes a nossa espera, cada um com suas qualidades. Na entrada todos os garçons ficam na esperança de serem os escolhidos. Ás vezes temos mais de 10 garçons oferecendo lugar e nos chamando! Como vamos com certa frequência lá, já temos uma garçonete particular: é a Anita, uma moçambicana com seus 25 anos, aparentando 35, e que sempre aparece com um grande sorriso e sempre nos recebe muito bem.

caranguejo minha nova paixão
Aquilo que compramos é entregue a Anita que prepara sempre na grelha e bem temperado nosso almoço. Dependendo do dia e da hora, este preparo pode demorar até 3 horas, mas a espera é boa!

À sombra das árvores, sentados em mesas de plástico, acompanhado por 2M (muitas vezes morna), pão de alho, muito amendoim e castanhas, aguardamos nosso espectacular almoço!

terça-feira, março 24, 2009

Ilha de Xefina

Maputo é uma cidade litorânea, por isso tenho uma vista para o mar da minha sala. Sim, morram de inveja! Mais a Nordeste da cidade, bem a vista de todos, cerca de 5 quilômetros da Costa do Sol, localiza-se a Ilha de Xefina.

Essa Ilha, já foi palco de prisão de militantes contra colonialismo português, prisão de operários grevistas e em 1833 foi onde o governador português foi morto pelos Nguni, quando conquistaram a fortaleza de Lourenço Marques.

Mas estas histórias parecem ter sido esquecidas e a própria Ilha em revolta quer sumir!

Habitada por cerca de 40 famílias, a ilha de Xefina não tira nenhum proveito turístico de sua proximidade com o Continente. Eu mesmo já enfrentei 3 horas de viagem para a Ilha de Inhaca, mas não tive condições de ir a Xefina. Isso por que não há barcos do governo, apenas barcos particulares para se fazer o transporte, e diga-se de passagem, em péssimas condições.

Xefina quer ir embora, na verdade está sumindo. O mar já invadiu 7 metros da costa, prédios já ruíram e a população que ainda lá vive já tem que preparar para deixá-la. A ilha tem um total de 6,2 km2, isto é, um pequeno bairro de São Paulo.

Reflexos desta mudança do "mar" também podem ser visto na cidade de Maputo. A avenida Beira Mar vive em constante reforma e em alguns pontos as árvores já estão com as raizes completamente a mostra.

Definitivamente Xefina é para poucos. Se puder vir a Maputo não deixe de visitar uma das belas ilhas banhadas pelo Índico e uma das primeiras a desaparecer devido as situações climáticas do Planeta
.

Abaixo é possível ver Maputo, Xefina e Inhaca.




terça-feira, março 03, 2009

Guiné-Bissau, Candongueiro e Macaneta!

Basicamente a semana passada terminou e continuou no mesmo ritmo. Muita coisa acontecendo aqui e no mundo.

As notícias do golpe de estado em Guiné-Bissau acabei escrevendo ontem no Twitter, mas fica aqui o registro, que pouco se falou sobre o assassinato do presidente. Sim, morreu João Bernardo Vieira (Nino), e o chefe do exército, Tagme Na Waie, ao que tudo indica foram mortos por rixas internas entre eles.

Capa do Jornal Notícias de hoje, 3 março

Eu já havia dado uma nota a respeito da Guiné-Bissau (9/jan), sobre as eleições ocorridas e uma tentativa de assassinato do presidente. Bom daquela ele escapou, ja desta não. Hoje saberemos mais o que aconteceu e do que vai acontecer por lá.

Sábado passado acabamos em Macaneta, praia próxima de Maputo, fomos matabixar por volta das 9 e recebemos o convite do D., um vizinho americano que vive cá a sei lá quantos anos. O divertido é que viajamos com sua Defender, e com vários outros americanos. Seguem algumas fotos da praia! A noite fomos a um jantar Angolano, o universo conspira, afinal no dia segunte chegaria um brasileiro de lá, comemos Frango Moambeiro e uma variação da Xima feita de madioca. Tudo muito bom!

Na Balsa atravessando para Macaneta
Ainda vou ter um destes... talvez este! os Putos em Macaneta

Macaneta, mar do Índico!

Voltando no melhor lugar do carro!

Ontem a noite conhecemos nosso amigo Candongueiro, que está em viagem pela áfrica. Foi muito bom ouvir suas histórias e suas impressões de Maputo, as vezes precisamos de uma visão de fora para sabermos se estamos bem ou mal.

Esta semana ainda vamos nos encontrar mais vezes, irei postar mais sobre nossas conversas, mas a priori já o coloquei em contato com várias pessoas daqui, acredito que ele irá conseguir fazer boas entrevistas e espero que se divirta em Maputo.

Levamos ele ao Piripiri, nossa rua augusta versão africana e depois ao Clube Naval. Todos se impressionam com a quantidade de comida que servem por lá, uma mariscada com duas lagostas, uns dez camarões uma lula, duas postas de peixe e muitas ameijoas... e para impressionar pedimos tudo em dobro...


E por último o mais importante: a Tata consegui um job e não é em qualquer lugar, ela está na CARE MOZAMBIQUE!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Moçambique na Record

Para quem não viu, vale a pena ver, uma matéria sobre Moçambique, história, parques nacionais e atuais desafios. Outra notícia interessante é a vinda de mais um jornalista para ser correspondente aqui na África, até agora Record, Tv. Brasil e em breve a Globo. Pelo visto a política do Lula de aproximação e a proximidade com a Copa do Mundo, que por sinal pretendo ver ao vivo, estão promovendo o "descobrimento" da África pelos brasileiros. Esperemos bons resultados.

Outra novidade é a nova série de capulanas que foram lançadas por praticamente toda a África, está na moda agora vestir Obama, dá uma olhada nesta capulana, e para quem quiser uma me escreva, posso tentar enviar uma pelo correio, vale a pena ter uma destas!

terça-feira, janeiro 06, 2009

Fim de ano - 2˚ dia - parte 1

Resumindo: chegamos em JB, fomos recebidos pelos amigos, encontramos nosso "B and B" e constatei que minhas aulas de inglês com o professor zimbabweano estão dando certo. E sim, já experimentei um antílope no almoço.

Dia 28, acordamos bem cedo, a ideia de nossos anfitriões era fazer um tour, eles já tinham todos nossos passos planejados, muita sorte não? Fomos tomar um bom café da manhã, vale apena lembrar que o café da manhã por aqui são de dois tipos: continental - café, leite, frutas, cereais e torradas ou cooked - Bacon, ovos fritos, batata- frita, nuggets e ketchup... optamos pelo continental.


De lá partimos para o
Lion Park, sim estavamos de férias, fazendo passeios de turistas e nada melhor que ir ver leões africanos em um parque de leões. Diferente do Kruger Park, este é particular, todos os animais foram comprados, e por isso não estão completamente soltos em uma região.

Eles vivem em grupos pequenos, dentro de uma grande reserva e todos separados por cercas eletrificadas, sendo alimentados pelo homem. Isso viabiliza vê-los de pertinho, ao contrário do Kruger, onde é preciso ter "sorte" para encontrar os animais. No Lion Park a maioria das vezes é possível ver e chegar perto deles.


Logo na entrada passamos por um grande terreno repleto de vários tipos de antílopes. Mesmo dentro desta estrutura de parque os animais são muito grandes, e com cores muito vivas, bem diferente dos zoológicos.

Mas a atracão principal eram os leões. E lá estavam eles, separados por uma cerca. Avistamos os primeiros e para nossa surpresa eram leões brancos. Depois estudando rápidamente na Wikipédia descobrimos que eles são africanos e apenas possuem uma mutação genética, um tipo de "albinismo leonino" , mas nem por isso eram menos interessantes, pelo contrário.

Era um grupo de dois machos e várias fêmeas, ao total deveriam ser em torno de oito. Neste parque, assim como nos outros, podemos entrar com o carro e se dermos sorte andar muito perto deles, posso dizer que demos muita muita sorte, pois os leões estavam agitados e ficaram a cercar o carro. Em certos momentos a Thá ficou realmente com medo de ser atacada, pois embora estivessemos em um Jeep 4x4 gigante, os leões se mostravam muito mais fortes e velozes que nós.

Divirtam-se com as fotos!
Esta última foto é muito importante, note que quem cuida de abrir e fechar os portões é uma sul-africana, sem nenhum equipamento de segurança, ela está a pé, abre e fecha os portões e não tem nada entre ela e os leões, a não ser o portão.

Apesar de ser um parque com certeza muito rico, seus funcionários parecem não ter muitos direitos, até onde os "safaris" ajudam ou não os africanos?

Em seguida, saímos dos leões brancos e entramos na área das hienas, que estavam a brincar e a correr com um pedaço de madeira.

Mas eram muito deselegantes...

Nossa próxima visita iria mostrar toda a elegância de um animal africano, nada como ver as chitas bem de perto, no Kruger tinhamos visto uma muito grande em cima de uma árvore, ela estava a comer um alce que havia carregado para cima da árvore, mas tudo era tão longe que nem fotos conseguimos tirar. Aqui conseguimos chegar bem perto, eram quatro, uma estava separada, não sabemos ao certo, mas tudo indica que se tratava de uma femea no cio, será?
E finalmente fomos ver os leões, aqueles africanos grandes e de cara fechada! Sem comentários....

Mas o melhor ficou para o final, depois de tudo isso o parque reserva uma área onde não o carro, mas você entra a pé, ficando junto com filhotes de leões, nos divertimos muito com estes gatinhos que rasgaram minha calça jeans. Foram os 20 Rands mais bem gastos da viagem!

Este dia ainda teve muitas surpresas, mas fica para amanhã. Agora vou na despedida do B. Ele está partindo amanhã de Maputo. Como disse anteriormente, temos muitas festas, de chegadas e partidas, temos que nos acostumar a isso.

ps. Parte das fotos foram tiradas pelo Al.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Fim de ano 1˚ dia

Depois de um longo tempo na África do Sul, cá estamos de volta!
Muito a contar e muito a refletir sobre nosso vizinho africano.

Vamos começar a postar somente agora pois não tivemos como fazer isso de lá. Desde já gostaríamos de agradecer a um casal amigo que foram nossos guias turísticos nesta viagem; Al. e An, muito obrigado por todos os dias de nosso "Happy New Year"!

dia 27 - 1˚dia de viagem

Partimos de Maputo, em direção a Johannesburg dia 27 de Dezembro. O ponto onde pegamos o "chibombo" foi em frente ao Correio, aquele mesmo das cartas perdidas! A viagem durou cerca de 07 horas, com apenas uma "paragem" onde mais algumas pessoas entraram e tivemos tempo para um almoço rápido de 10 minutos.

Tínhamos algumas metas para essa semana de férias:

1 - comprar algumas coisas que em Maputo são muito caras
2 - adquirir algum artesanato sul-africano
3 - visitar 3 cidades (Johannesburg, Pretoria e Durban)
4 - resolver o problema de visto da Thá
5 - saber mais sobre a história da África do Sul

O ônibus não é assim uma "Viação Itapemerim", mas dá para ir, tem ar condicionado e tudo mais. Partimos às 7hs, seguimos pela N40, uma estrada que vai de Maputo, passa pela fronteira em Ressano Garcia, segue com o nome de N4 e nas últimas duas horas de viagem torna-se N12, sentido Johanesburg. Passamos ao lado de um dos portões do Kruger Park, o maior safari da África do Sul, onde é possível avistar da estrada Kudus, Impalas e outros Antílopes.

Essa foi a nossa rota:




Na fronteira nada de novo, um pouco de bagunça, muitas pessoas indo e vindo. O bom é que desta vez, tivemos mais tempo para as fotos. Como era final de ano, a fila era enorme. Sul-Africanos com seus carros de luxo, iates e traillers entrando em Moçambique, rumo as praias paradisíacas do Norte e do outro lado, Moçambicanos se aventurando na terra dos Afrikkans em busca de conforto, hotéis, teatros, restaurantes e bom atendimento.

A fronteira de Ressano Garcia é uma das maiores entre Moçambique e África do Sul. É por ela que passamos para fazer nossas compras em Nelspruit e para passear no Kruger Park.

Por esta placa dá para ver que a preocupação com a Cólera e com outras doenças não é muito levada a sério, vimos apenas esta em inglês, nada em português e nem sobre malária, ou outras informações.

Desta vez o trajeto que fizemos foi diferente. O ônibus nos deixou na fronteira de Moçambique e após carimbarmos nosso passaporte, atravessamos a pé para o outro lado, já na África do Sul.

Para aqueles que resolvem viajar em um sistema mais econômico, existem os "chapas" um meio de transporte não legalizado. Tratam-se de vans, muito velhas, que levam as pessoas para um ponto específico, isto é, poderíamos pegar um chapa para a fronteira e de lá um outro para JB. Não há nenhum corforto, nem segurança, é comum as histórias de chapas que quebram ou largam os passageiros no meio da estrada.

Foto da fronteira, lado sul-africano: vendedores de "comidas" e "chapas" ao fundo.

Chegando em Johannesburg (JB)

África do Sul, ao contrário de Moçambique, cultiva boa parte de seu território, durante a viagem é possível ver as plantações de cana de açúcar, laranja, todos com sistema de irrigação e muito bem cuidados. Já na estrada nota-se a diferença entre os dois países. Em Moçambique o que mais se vê são: caatinga, casas bem pequenas e "machambas" - plantações de subsistência.

Outra coisa que chama a atenção é o número de mineradoras que existe por toda a África do Sul; enormes. Montanhas de minérios, ouro, platina e outros metais. Ao redor, casas simples, feitas de telhas de zinco, onde os pobres trabalhadores vivem. Foram nestes locais que a xenofobia do segund semestre do ano passado eclodiu de maneira mais agressiva, locais afastados das cidades grandes sem infra-estrutura. Na foto ao lado uma montanha de minério de ferro em meio a paisagem.

Depois de seis horas de viagem, a estrada começou a ficar mais "urbana", com carros, e que carros, nada de carros populares, aqui a coisa é séria!

A cidade surge no
horizonte e com ela prédios, universidades, shopping centers.

Engraçado é perceber como as coisas estão invertidas para nós. Este ano buscamos passar as férias em uma cidade grande e fugir da calmaria e tranquilidadade de onde trabalhamos e vivemos. Para um paulista é muito estranho pensar assim!

Chegamos por volta das três horas da tarde em JB, nosso amigos já estavam a nossa espera e como estávamos morrendo de fome (por culpa da Thá que não deixou eu almoçar na fronteira!) fomos direto a um restaurante, o primeiro ponto turístico de JB; a estátua de Mandela ao centro de um grande complexo de lojas, restaurantes e hotel cinco estrelas.

O almoço foi muito bom: comi meu primeiro antílope com molho de cogumelos acompanhado de um excelente vinho sul-africano.

A noite fomos para o Monte Cassino, aqui o conceito de cassino é mais próximo de um centro de compras, um Shopping com inúmeras lojas, teatro. Estava em cartaz "A Bela e a Fera" da Disney. A decoração temática, lembra a Itália, com "casas, torres, fontes", muito parecido com o que eu já havia visto "em fotos". As pessoas que visitam e frequentam esse enorme espaço são sul-africanos, turistas, indianos e muçulamanos. Aqui as "mulheres ninjas", as mulçulamanas com burcas que cobrem todo o corpo e rosto, passeiam livremente, sem problemas e preconceitos.

Ao saírmos do cassino três coisas chamaram a nossa atenção:

1 - Na entrada e saída além dos costumeiros guichês que servem para pagar o estacionamento; eles usam "pregos no chão" que furam os pneus dos carros, caso o condutor não tiver o pago o estacionamento ou esteja fugindo.

2- Ao sair do cassino; o segurança pára o carro e pede ao motorista para ver as chaves. Dessa maneira ele checa se não foi feito uma ligação direta e o carro não está sendo roubado.

3 - Nas ruas é engraçado ver a vizinhança. Praticamente um muro de frente para outro muro, sem janelas ou portas. A cidade é constituída de condomínios fechados, não existem crianças nas ruas, pessoas caminhando, em alguns locais nem calçada existe, apenas muros.

Depois de nosso excelente jantar, diga-se de passagem - comemos deliciosos sushis e sashimis, fomos para o nosso B and B "Bed and Breakfast". Casas grandes, que são adaptadas para receber visitas, ou para serem alugadas a turistas. Praticamente uma Kitnet. Cada apartamento tem quarto, cozinha e banheiro totalmente equipado (torradeira, geladeira, fogão, panelas...) além de uma área de convivência, piscina, churrasqueira e estacionamento.

Após esse longo dia fomos descansar. Sem saber o que nos reservava no dia seguinte...